
Um computador, um scanner, uma pessoa e objetos utilitários mapeiam a relação entre o sujeito e seu ambiente. Em 300dpi, possibilidades de inter-relação do corpo com objetos cotidianos e mídias digitais exploram a imagem em sua plasticidade poético-visual. Movida pelo desejo do encontro, a ação entre corpo/objeto/máquina compõe uma realidade fantástica. Aninha Kings, nossa convidada do mês de fevereiro, cursa Artes Visuais na UFU, investiga o corpo em sua plasticidade e performance, criando e pesquisando a partir de relações entre a dança e as artes visuais. Participou de diversas mostras e festivais e recentemente recebeu o Prêmio Minas na 1ª Bienal de Arte do Triângulo com o vídeo Ensaio Sobre o Muro.

A Galeria de Arte GOMA surge para atender e formar um público de artes visuais em Uberlândia. Nosso espaço está aberto a trabalhos de qualidade, para artistas de diversas gerações, meios de expressão e pensamentos variados.
Assim como a arte se transforma e se diversifica, acreditamos que um espaço que promove arte também deve estar atento a esse dinamismo. Oferecemos uma programação viva, ambientando cursos, palestras, lançamento de livros e encontros entre artistas.
Muito mais do que divulgar novos artistas, queremos promover uma relação de maior proximidade entre o artista e o público, inclusive com a possibilidade de venda das obras expostas.
Acreditamos em estimular a cultura e reiterar a arte como um meio que abarca a possibilidade de transformação das pessoas e do ambiente no qual elas vivem.
Para maiores informações, entre em contato pelo email galeria.goma@gmail.com.

Apesar do pouco tempo de estrada, o cantor e compositor
Diego de Moraes está em evidência no cenário musical regional e já alcançou destaque em diversos meios de comunicação do país, como a revista Rolling Stone Brasil (junho/2007), revista Capricho (novembro/2007), páginas da internet de grande expressão, além de reportagens nos canais de televisão Multishow e TV Cultura. Venceu o festival de rock TacabocanoCD, realizado em dezembro, no Martim Cererê, e 25º Festival Sesi de Violeiros e MPB que lhe rendeu a gravação de um EP, intitulado “Reticências...”, lançado em maio de 2007 e que é líder de vendas no selo independente Fósforo Records.
Esse reconhecimento deve-se principalmente à originalidade, irreverência, simpatia e qualidade de sua obra musical. A imprensa especializada reconhece em influências de Mutantes e Tom Zé, Sérgio Sampaio e Raul Seixas. O músico cita outras fontes de inspiração, como Walter Franco, The Who e Bob Dylan."
Diego de Moraes: voz, violão, gargarejo, brinquedos, escova de dentes, extintor de incêndio, meia lua e bateria. Aderson Maia: contrabaixo, teclado e sintetizador. Gabriel Cruz: percussão. Eduardo Kolody: guitarra, violão e viola. Danilo Teles: guitarra e contrabaixo. Rogério Pafa: Bateria
***Chapéu, Cerveja e Frustrações pode até parecer slogan de um boteco fim de carreira. Mas não, É banda mesmo. E das menos conservadoras. Referências que vão desde o folk de Neil Young, o samba de Jorge Ben, o reggae de Bob Marley e aterrissando no funk de George Clinton são notadas. Tudo isso com uma pitada do nervosismo rocker e psicodelia dos anos 60 e 70. O EP "A Família Chapéu no Reino Onde Brizola Não Ousa Pisar" sai
em maio. Chapéu, Cerveja e Frustrações. É Sucesso no Brasil.
Pablo Kossa - voz, violão e guitarra; Gabriel Cruz - percussão; Aderson Maia - baixo; Eduardo Kolody - guitarra; Danilo de Melo - bateria.

*** Dead Smurfs
O rock'n roll cara suja de Uberlândia! Criada em 2001, a banda mineira é conhecida pela personalidade forte e na iconoclastia e irreverência características. Desenvolve um trabalho baseado na fusão de punk, hardcore e heavy metal. Agressivo e explosivo, o resultado pode ser conferido no primeiro disco da banda e nas insólitas apresentações.
Alliss - Vocal, Chelo - Baixo, Jão - Guitarra, Hudz - Bateria.
Foto: Festival Calango
Você é livre? não se prende a estilos, pois são tantas as influências do grupo que mistura bossa nova,hard core, e samba em suas músicas. Algo muito ousado e inovador para os padrões da música. Formada para falar de amor,com as mudanças na formação, acabou ganhando ritmos diferenciados, pois como comenta Vitor, "todo cara que protesta, também ama" e "aquele cara que joga um molotov na rua chega em casa e beija a namorada"! A banda foi formada com os primos Marcelo e Luiz Otávio, e com o tempo foi se incorpando com a entrada dos outros integrantes. Vale ressaltar que Djalma fez parte importante deste processo, e ocupou o lugar que hoje Geléia domina.
- Entrada do Geléia no grupo... Marcelo: Conhecemos o Geléia no Proteu, uma figura esse cara, e com o tempo ficamos sabendo que ele tocava bateria, e resolvemos dar um chance para ele, pois o Djalma estava saindo da banda para montar outro projeto.
O grupo existe a mais ou menos 4 anos, mas com a nova formação já se percorrem 4 meses.
- Uma curiosidade da banda .... As músicas não têm nome, todas são caracterizadas pelo estilo que elas seguem, como por exemplo, "samba" e nova música que tem o nome de "nova". Não busca interesse em covers, explora a criação de músicas próprias. Já são 14 ao todo compostas pelo grupo. Sem restrições a quem compõe, todos têm a liberdade de escrever. A banda busca trazer uma proposta sincera, não se importa se alguém vai gostar ou não, o impacto que querem é de sua mensagem verdadeira. Atitude séria. Não se preocupam com o que está acontecendo lá fora, não querem saber se há uma tendência na música, tocam o que quer sem medo de seus ideais.
Bate e volta:
4 bandas gringas: Incubus, Nars volter, Sheed, e o hardcore em si.
4 bandas nacionais: Audi, Noção de nada, Volume 7, Chico Buarque
1 livro: Declaração de guerra - Geléia // Cebolinha
1 cd : Another brick in the wall - Pink Floyd
Uma frase: Por mais que consigamos nos libertar de tudo que nos prende, estaríamos presos a nossa própria liberdade! (Djalma ex baterista do grupo)
- O cenário é receptivo ao som de vocês? Agora sim, o Goma está dando um espaço legal para todo mundo tocar, o público está crescendo. Nós pensamos em tocar para nós mesmos, sem pretensão, se rolar viver de música melhor ainda. Geléia: Apesar de curtir som extremo, metal, entre outros, também gosto deste tipo de som, e procurei buscar influências que estavamconstantes no grupo. Particularmente falando, eu faço um som pra mim, de corpo e alma do que eu gosto. Se gostarem ou não, problema, ninguém consegue agradar a todo mundo.
Projetando 2008....O grupo mostra que ousar é com eles mesmo, e 2008 surpreenderá muita gente, já estão trabalhando em um split com a banda Fadiga onde as músicas serão gravadas da seguinte maneira, Fadiga toca Você é livre, e vice versa. Marcelo diz que assim será mais fácil divulgar duas bandas de uma vez só, bandas que são muito amigas.
Formação:
Baixo: Pedro
Guitarra/back vocal: Luiz Otávio
Guitarra/back vocal: Vitor Chad
Vocal: Marcelo
Bateria: Geléia
Entrevista realizada por Cremogema(Cavernapunk) e Zack Wilde (Metal Carnage), Equipe de redação Goma . Resenha realizada e editada por Cremogema.
A banda Ch4 foi a segunda a subir ao palco, e sem mais delongas "M.P" guitarrista e vocalista do grupo anuncia que este é o último show deles. Seu público mais fiel participou da apresentação como se fosse realmente a última vez que veriam o grupo, entre mosh's e pequenas rodas. Apesar do fim anunciado podemos contemplar uma apresentação viril. "Dal" baterista da banda impressiona com a sutileza dos movimentos e a qualidade de seus toques.
O quinteto cumpre uma de suas promessas e traz no repertório clássicos antigos, para fãs que se apossam dos microfones das três vozes do palco,mostrando assim que a indignação com muitos fatos que aconteceram durante sua história tem seu lado bom,que tem público fiel que aconteça o que acontecer sempre estará aonde for junto com eles para pogar e cantar!
Por Cremogema.
Formação:
Guitarra/vocal: M.P.
Guitarra/back vocal : Rhainer
Baixo: Zé
Bateria: Dal
Respondida por : Dal e M.P.
- Por que o fim da banda ? Pelo fim da cena que exista quando estava no começo da Sebo, pela falta de espaço e oportunidades, por tanta gente que estragou o movimento aqui.
- Qual a diferença do cenário de antes para o atual? Nenhuma. Agora é o recomeço!Está tento a volta de um público, que tinha há 4 anos.
- Neste momento "M.P" se lembra de alguns um fatos marcantes para ele ... Lembro que o show com Os Pedreiros foi bom. Depois daquele dia foi a primeira vez que a banda quase acabou. A gente cansa. Por várias vezes fomos escalados para tocar como última banda, pois tínhamos público e sempre nos deixavam por último para todo mundo ficar, e sempre acontecia alguma coisa e a gente não tocava".
- Ele é seco quando indagado sobre o ínicio da banda ... Foi em 2002!
- Qual a experiência nos 6 anos de estrada? O que ganhamos em peso foi a amizade, em cada lugar que tocávamos conhecíamos 10 pessoas e uma ficava realmente amiga. Pois dinheiro nunca ganhamos. Às vezes tínhamos muito gasto para falar a verdade, mas reconhecimento também conta nisto.
- Influências? Mesmo taxado de emo, nós temos as influências do que acontece no dia-a-dia. Musicalmente falando cada um curte algo diferente,metalcore, hard core, melódico,grunge. E também a singularidade em nosso som.
- Trabalhados gravados? Por falta de apoio as gravações atrasaram. E nesse tempo todo gravamos apenas 4 músicas muito mal gravadas, mas que dá para ter um registro.
- Shows: A banda fazia criação independente? Sim, ou a gente fazia ou não tocava,mas uma hora foi cansando, todo mundo trabalhando, não dava mais para continuar neste ritmo, aí a banda perdeu espaço.
Bate volta: (Quadro do Caverna punk)
4 bandas gringas: Poison Idea, New Found Glory, Millencollin, Racind/Ramones
4 bandas nacionais: Street Bull Dogs, Udora, Porcos Cegos, Carbona
1 livro: Mate por favor!
1 cd: And out come the wolves – Racind
Nos tempos livres: Trampo, trampo, trampo e talvez video game.
Uma frase: O show tem que continuar!
- Pior momento? 2007 inteiro, não fizemos show, ficamos parados. Até para este show só nós dois fomos a todos ensaios.
- Música? Tudo! Vida!
- Última mensagem! Valeu a todos que fizeram parte de tudo. Nesse tempo tivemos pouca oportunidade para nos expressar. Depois que surgiu o emo a banda acabou, por que confundiam a gente com isso, e não deixavam a gente tocar, não somos e se fossemos foda-se! Mas isso realmente acabou com a banda. Outra coisa também que atrapalhou o movimento foi Rave.
Dal: "Rave é uma bosta"!
Entrevista realizada por Cremogema(Cavernapunk) e Zack Wilde(Metal Carnage), da Equipe de redação Goma!
Barão responde toda entrevista! (Barão é entrevistador no canal 15, e também tem um grupo chamado Movimento Estudantil Popular.)
- Razão do nome?
Talvez seja por que no vídeo cassete tem escrito 4 head!
- A banda se prende ao hard core melódico?
Não, com o tempo fomos ganhando pitadas de metal.
- Trabalhos gravados:
Um Ep - 4Head , um cd, Contrato social. Positividade nas letras é o que a banda procura !
- O que a cena representa?
Feito sangrar energia, renovação de público, é um som de união. Se todos que já passaram pela cena nesse tempo todo fossem em um show, com certeza não teria espaço para colocá-los em um show, é muita gente que passa pela cena e some.
- Influências:
Rage Against , Millencollin, Pennywise, Bad Religion.
- Sobre a Touro Mecânico. Como surgiu a idéia de organizar eventos, foi para poder tocar?
O Ávner começou a idéia no ínicio de organizar eventos, e o nome Touro Mecânico foi pra zuar os cowboys mesmo. Não tem nada a ver com banda própria!
- Shows incentivam o surgimento de bandas?
Sim. Mas é aquele negócio, tem que tocar, pois é a mesma coisa de um cara ter skate e não ter pista para andar!
- Hard core em sua vida! Som que a gente gosta!
- Mensagem da banda: Unir independentemente de rótulos, ninguém cresce sozinho.
Entrevista com banda Perfecto! realizada por Cremogema (cavernapunk) e Zak Wilde (Metal carnage)
- Como a banda começou, por que o nome Perfecto?
A gente começou a tocar era outra banda, o Bolores, nós gostavamos era toda uma família, mas o som não era mais o que estavamos querendo. Era uma parada totalmente imatura, adolescente, mas que não estavamos curtindo mais. Foi então que pensamos em mudar realmente, por que as letras e as músicas já estavam mudando, ficando mais trabalhadas.
Então pensamos em não continuar com o mesmo nome, fizemos uma listinha de nomes, selecionamos Perfecto, na época não tinha sentido, hoje em dia para a gente é...
Perfecto não tem nada a ver com perfeição, não somos perfeitos, a gente é feio para caralho (risos) é busca não da perfeição, mas de algo que você gosta. A meta da perfeição não é o ponto final, e sim o ponto que você percorre. Todo ser humano é assim, e isso nas letras a gente diz muito, que é trabalhar bastante a sua meta de vida, é uma libertação pessoal, por isso tentamos não nos rotular, pois nas letras a gente fala que você não deve seguir padrão, por que você está em uma sociedade que tem alguns padrões que você não pode deixar de seguir por que se não você é doido! É tipo você sempre respeitar os seus valores e buscar ser realmente feliz com oque você gosta, seja no hard core , ou ... não só musicalmente dar o melhor de você para aparada rolar!
- Quando a banda começou a rodar estrada, ensaiar?
O Thiago bateria é o meu primo, ele tocava com o marcos e com o Dimis, era banda de colégio, tocando à tarde, tinha 16 anos e montamos a banda do nada, e com o tempo foram surgindo idéias, montando uma banda realmente. Hoje a gente já tem estúdio próprio para ensaiar mais ou menos vedado, começamos em 2002, e em 2004 já fomos para Goiás para tocar, depois tocamos em Belo Horizonte, tocamos no interior de São paulo, como Bolores, mas a primeira viagem agora é essa de Uberlândia,vamos ver a aceitação do público. Estamo terminando de gravar o cd, em primeira mão o nome do cd é "Primeiro impacto", ninguém sabe ainda ...
- Como que está rolando o cenário independente de Brasilia para vocês?
A gente passou 2006 paradaço, em 2007 a gente tocou com umas bandas maiores tipo Forgotten Boys, até com o Linha de Frente. Em Brasília existe muita renovação, o pessoal que vai nos shows, não aparece freqüentemente, e isso é interessante por um lado. Tem muitos festivais com bandas diferentes. Shows são normalmente no domingo, por que todo mundo trabalha no sábado. Eu mesmo entrei na cena a dez anos.
- Esse tempo no cenário o que trouxe de experiência para vocês?
Porra cara,com o Bolores muita coisa, a gente tomo muito tombo, aprendue muita coisa, tocamos com o CH4 no Zona Punk Tour, experiência de palco, engrandeceu com amizade, tocamos com o Ruffio em Limeira, e o cara de lá falou que a gente ia ter que vender 30 ingressos a 50 reais, a gente colocou acho que 20 pessoas dentro do onibus, prejuizo de 2000 reais quase. Lidar com público, mexer com som, em Rio Claro, não tinha nem ampler de baixo, tocando com Punk 77, e pô, a gente com o hard core melódico, neguinho chamando a gente de emo. Você
vai aprendendo. A gente já é velho na cena de Brasília, a galera comprimenta a gente.
- Linha de influência:
Ruffio, Dead Fish , Bossa nova, Metal core.
- Linha de produção:
Todo mundo escreve, e compõem em suma.
- A gravação ...
O pessoal dos Móveis Coloniais que está produzindo a gente, então eles tem muita experiência, o cara chega e fala isso não vai dar certo. Até agora ganhamos bastante.
- Melhor show para vocês?
Do Perfecto, foi o último (ao final do show, para eles, disse que foi o melhor). Tocamos no Proteu aqui com o Bolores, mas não foi bom, o palco caiu, a galera saiu, o lugar era muito grande.
- E qual foi a situação mais complicada que vocês já passaram?
Quase tomamos um pau de punk, não chegamos a brigar, mas a treta foi feia, por que a gente é hard core mas nao é hardcore, é hard core melódico, já coloca como emo. Punk é foda. O cara colocou uma bandeira do Brasil no chão e vomitou em cima, eu fiquei muito puto. Eu falei que ele tava alucinado, tem que rolar respeito.
- Você sabe diferir hard core melódico e emocor? Por que os dois são tão confundidos?
Hoje em dia não dá mais para rotular, na minha opinião, o emocore, pelo que eu vejo de matéria, neguinho na rua, um movimento visual e não musical. E o hard core é música. Eu conheço o emocore há muito tempo. Eram bandas que não tinham nada a ver com o emo de hoje. Era hard core mas não era melódico, hoje em dia o emo é uma loucura! Porque o cara que curte hard core de 1980 vai falar que nós somos emos, um bando de filho da puta, mas a gente olhou pro emo e fala "a gente não é isso!". O hard core e o punk são uma ideologia de vida, o emo é ter a franja mais lisa do mundo, a roupa mais apertada, pegar homem, mina ...
- Projetos...
Gravar clipe, pois tem como fazer isso com uma demanda baixa.
- Qual show você pensou que não dava para tocar?
Em Val Paraiso. A gente não ajudou também, encheu o caneco, saiu muito ruim o som.
- Qual o impacto que você acredita ter em quem houve suas músicas ?
Espero que tenha um sentido de vida para quem houve, não queremos passar um guia de vida Perfecto, queremos que você não se prenda. Que não seja alcatraz. Assumir o que você faz, sem seguir em padrões.
Quadro bate e volta:
Rick: Estamos fudidos!
4 bandas nacionais: Dead Fish, Glória, Noção de Nada e Garage Fuzz.
4 bandas gringas: For you strkes, Viit, Batel e blink.
Drogas: Só fumo e bebo, faça o que quiser tendo noção.
1 livro: último que li na faculdade,1974 alguma coisa hehehe
1 cd: Strike 2007 // Ac/dc // Metallica
Contatos:
www.myspace.com/perfectorock
www.perfectorock.com
- Mensagem e expectativa:
Eu vi muita diversidade lá em baixo, umas minas com cara de patricinha (não tô rotulando ninguém, mas umas minas mais arrumadas, uns cara meio true. Mas a gente vai dar o melhor !
Dia 24/02/2008 o hardcore melódico não perguntou valor de entrada e invadiu a casa de espaço cultural de Uberlândia. O público não decepcionou e acompanhou todas as bandas tanto que o grupo Perfecto-Df ao final de sua apresentação garante que este foi o melhor show que já fizeram. A expectativa das bandas era de um show saudável e sem problemas ... foi o que aconteceu, a aparelhagem não falhou, e o som saiu perfeito.
A seguir entrevistas com as bandas que tocaram no evento, feitas por Cremogema (Cavernapunk) e Zak Wild (Metal Carnage), que participam do Coletivo GOMA de Comunicação.
Sem dúvida alguma, o último domingo (17/02), foi um momento histórico para a cena independente de Uberlândia. Além de contar com uma presença significativa de artistas, produtores e comunicadores, o que se viu foi muita cara nova e grande abertura para a consolidação efetiva de um processo de construção participativa e solidária de nossa cena cultural, que desponta como referência de organização em Minas Gerais. (vide matéria do Estado de Minas do dia 8 de fevereiro).
Toda a equipe Goma fica muito feliz com este engajamento, e acredita fervorosamente na possibilidade de rapidamente consolidarmos estes princípios participativos e orientarmos nossas ações neste sentido
.A partir disto, foi dada a partida, no mesmo dia 17, para a organização do I Encontro de Artistas, Produtores e Mídias Independentes de Minas Gerais, que será realizado em Uberlândia ainda neste primeiro semestre.
A construção deste encontro servirá como marco definitivo para a efetivação do Circuito Mineiro de Música Independente, uma ação lançada oficialmente durante a Jambolada 2007, e que pretende articular toda a cadeia produtiva da música independente em nosso estado.
Para isto, gostaríamos de convidar a todos para nossa próxima reunião, que será realizada no dia 02/03, às 18hs, no Goma – Cultura em movimento, Av Floriano Peixoto no. 12.
Participe e ajude também a (re)construir esta história.
Abraços e inté.
Talles Lopes
Coordenador de Planejamento
Goma – Cultura em Movimento!
por Victor Maciel
Blog Via MarginalColetivo de Comunicação e Mídia Independente GOMA
Ainda na ressaca da 1ª Noite Rock Monstro Discos, no dia antorior, quando MQN e Motherfish puseram a casa abaixo, um grupo considerável de músicos, blogueiros, comunicadores, produtores e técnicos de som de Uberlândia e região se reuniram no Goma Cultura em Movimento no último domingo (17), dia histórico para a cultura independente da cidade. A intenção era corresponder a uma expectativa nacional com relação à efervescente cena local, que já ecoa Brasil afora e tem a necessidade urgente de, finalmente, se articular de fato e, efetivamente, se consolidar.
Entretanto, pra começar a contar esta história, é fundamental voltar no tempo, pelo menos, uns 10 anos. Fim da década de 1990, Era de Ouro do chamado “jabá”, quando Uberlândia nada mais era do que a terra do Alexandre Pires e a aversão à música autoral dentro da própria cidade era o grande obstáculo a ser enfrentado por quem ousava tal atrevimento.

E, como louco, pra nossa felicidade, tem em todo lugar, em Uberlândia, especialmente em nossa Universidade Federal – UFU -, não havia de ser diferente. Pelos corredores, saguões, praças e redondezas de pés de jambolões do campus universitário, alguns desses “atrevidos” arriscavam suas primeiras composições. Foi nesse contexto que a banda Porcas Borboletas nasceu e o programa Escombro, da Rádio Universitária, surgiu, se tornando a primeira ferramenta para a difusão desses novos sons para além dos muros da Universidade.
Os anos passam e tem-se a tomada de consciência para a articulação com uma galera que já fazia da música independente uma realidade em cidades fora do eixo Rio-São Paulo. É quando, em 2005, é concebida a Jambolada – primeiro festival de música independente de Uberlândia – que reúne na cidade gente que já desenvolvia ações semelhantes em outros lugares - como o Espaço Cubo, em Cuiabá e a Monstro Discos, em Goiânia – e traz bandas de São Paulo, Goiás e Pernambuco, além de se tornar uma vitrine formidável para bandas locais.
Foi ali o embrião dos hoje já consolidados e cada vez mais crescentes Circuito Fora do Eixo e ABRAFIN – Associação Brasileira de Festivais Independentes. Além de ter sido o empurrão que faltava para Uberlândia começar a fazer barulho nacionalmente. Quarenta dias depois da Jambolada, a banda uberlandense Dead Smurfs tocava no Goiânia Noise Festival e em fevereiro de 2006, o Porcas Borboletas desembarcava em Cuiabá para tocar no Grito Rock.
Os anos seguintes foram de afirmação do Circuito Fora do Eixo e da ABRAFIN, com Uberlândia sempre tendo importância decisiva nos rumos desta articulação nacional, estruturada a partir de modelos de gestão participativa.

A franca ascensão da música independente no país refletiu em Uberlândia e atingiu seu auge em setembro de 2007. A 3ª edição da Jambolada, já o maior festival independente de Minas Gerais, reuniu na cidade artistas, produtores e comunicadores do Rio Grande do Sul ao Acre e, de forma inédita, chamou a atenção do país inteiro para esse lugar que parece ser muito bacana.
Três meses depois, aproveitando a justa empolgação causada pela Jambolada, é inaugurado o Goma Cultura em Movimento, espaço multifuncional para apresentações artísticas, convivência e fomento de políticas públicas para a cultura, um passo gigantesco para a consolidação de Uberlândia enquanto pólo nacional de cultura independente, status absolutamente impensável há não mais que uma década.

E é neste momento chave, em que o Brasil todo se volta para Uberlândia e busca aqui alguma contrapartida no que tange à articulação cultural independente, que a cena da cidade dá continuidade ao seu acelerado processo de crescimento nos últimos anos, incentivada pelo intercâmbio recente com outras cenas proporcionado pelo Grito Rock 2008, tomando consciência de sua posição de liderança e chamando para si a responsabilidade de se consolidar, de fato, como referência para Minas Gerais e outras regiões.
Foi com essa pretensão que, na tarde-noite do último domingo, o Núcleo de Produção Independente de Uberlândia foi finalmente constituído, visando o fortalecimento e a auto-sustentação da cena independente em Uberlândia, além de buscar fomentar iniciativas semelhantes em outras cidades da região. O Núcleo atuará a partir de 4 coletivos:
Coletivo Cultural: composto por bandas independentes com trabalhos autorais;
Coletivo de Comunicação: composto por diversas mídias da Internet, zines e demais comunicadores dispostos a difundir a cultura independente;
Coletivo de Produção: composto por produtores de eventos;
Coletivo de Sonorização: composto por técnicos deste setor.
O Brasil chamou e Uberlândia respondeu: aqui, a cultura está em movimento!

Vamos inaugurar nossa noite black com a banda ícone do movimento aqui em Uberlândia!
Goma Groove Night terá a banda
Maria Fumaça tocando os grandes sucessos do gênero e, é claro que não podia faltar, suas músicas autorais que já viraram hits da noite uberlandense.
E no antes-durante-depois, os DJs residentes continuarão jogando muito MOJO no ar.
Sábado 23 de fevereiro22 horas7 reaislista amiga = 6 reais (poste o flyer em algum canto da net e mande o link para listagoma@gmail.com)
CONTRACULTURA DO CERRADO
A Touro Mecânico produções trará as bandas brasilienses PERFECTO e
HELLENA, que se juntarão aos cumpadres
CH4, Você é livre!? e
4HEAD (UDI) no GOMA, a partir das 16 horas.
*PROMOÇÃO ABC PRÓ HC 10:
Na entrada do TOURO MECÂNICO você ganha um cupom que te dá a chance de assistir na faixa os shows das bandas RUFIO, FUNERAL FOR A FRIEND, STRIKE ANYWHERE e muito mais!
Basta comparecer ao evento para concorrer a 1 ingresso do ABC PRÓ HC 10!!
DATA: 24/02/08 (DOMINGO)HORÁRIO: 16HINGRESSOS: 7 reais.jpg)
Texto de Djalma Rodrigues - Coletivo de Produção e Centro de Mídia Independente G.O.M.A.
Aquela velha máxima que nos ensina que nesse mundo ninguém é uma ilha e que, portanto, ninguém é capaz de se manter sozinho, começou a ganhar novos contornos, pelo menos no tocante aos músicos e bandas independentes da cidade Uberlândia e região.
Deu-se início ontem o coletivo G.O.M.A. de música independente. Um projeto apaixonante que tem por objetivo consolidar Uberlândia como um pólo nacional de música alternativa. De certa forma, pensar na produção cultural autoral independente como um processo que só será bem sucedido (e acredite se quiser: pode ser) se as habilidades (e principalmente a força de vontade) de um coletivo, se juntar em prol de todos, e consequentemente, voltando a si mesmo e a seus projetos.
Ações que vão girar em torno de específicos 4 coletivos: bandas, produção, comunicação e técnico. Coletivos esses que visam não só viabilizar a cena local, mas também desenvolver artistas, produtores, comunicadores e interessados em indivíduos (leia-se pessoas, bandas, grupos artísticos...) capazes de pensar (e executar) todo o processo que envolve a realização de um evento, o desenvolvimento de um artista, toda publicidade envolvida e mais...
E o grande barato dessa história, não é a tão comentada moeda cultural complementar e suas infinitas possibilidades, e nem mesmo a possibilidade de se ver realizada pelo menos dentro de um contesto limitado aquele velho sonho de igualdade e de social democracia (de verdade, não a praticada por partidos políticos que se outorgam essa alcunha) que alimentamos (ou pelo menos eu) por anos e anos a fio, e sim, a constatação de que tantas pessoas com origens e objetivos, a priori, tão distintos, se reunirem em torno de um projeto que não se mostra, em um primeiro momento, uma atividade capaz de gerar efetivamente renda, nem para o Espaço GOMA e nem para as pessoas/bandas envolvidas naquela reunião,
que na verdade, mais parecia um útero, ou melhor, uma sala de parto, de onde surgia uma espécie de ONG da cultura alternativa regional.
17 de fevereiro de 2.008 pode entrar para história de Uberlândia como a aurora de um novo tempo dentro da produção cultural independente de nossa cidade e região, já possuímos vários e bons grupos musicais, produtores, um considerável público interessado, um programa de rádio que se dedica a divulgar este mercado, uma Universidade Federal com uma diretoria de culturas que está sempre apoiando projetos que vão neste sentido, a cidade já abriga um grande festival de musica independente, já possui até mesmo (um perigoso) prestigio fora de suas fronteiras, para nos consolidarmos como um grande pólo de musica independente, como uma verdadeira CENA NO MAIS AMPLO SENTIDO DA PALAVRA. Só nos faltava mesmo uma iniciativa como essa e é claro mão na massa!
Espero que um projeto tão entusiasmante não termine com o fim do pavio, e que essa bomba possa de fato explodir.
Ademir Almeida para o GOMA
Fotos de Adreana Oliveira

A Primeira Noite Monstro Discos (16/02) prometia ser empolgante, e as expectativas não foram frustradas. Os shows das bandas Motherfish e MQN, componentes do casting da Monstro e ambas residentes em Goiânia Rock City, promoveram instantes memoráveis aos apreciadores de rock autêntico e de personalidade.
O Motherfish abriu a noite com um show que de certa maneira me surpreendeu: ao ouvir o recém-lançado disco do grupo, Life can be a pretty scary thing, me deparei com uma sonoridade pós-punk muito bem trabalhada, recheada de riffs marcantes em uma atmosfera melodiosa, calcada em uma poética abertamente transtextual, cinematográfica.
No espetáculo, todavia, encontrei uma pegada forte, com certeza decorrente da energia proporcionada por Hudson de Lima (Dead Smurfs) nas baquetas e Victor Oliveira Rocha (da goiana Black Drawing Chalks) na guitarra, responsável também pela bela arte do disco. Os rapazes se mostravam confiantes e bem confortáveis com o seu repertório, presenteando o público com uma performance concisa e empolgante. Não é a toa que a crítica especializada vem se derretendo ao talento do Motherfish.

Só que ainda existia um trator chamado MQN. Ao som dos primeiros acordes percebi imediatamente o cuidado e o profissionalismo dos caras na equalização do próprio som. Apesar do volume ensurdecedor, praticamente não se escutavam microfonias e podia-se distinguir claramente o som de cada um dos componentes, inclusive dos vocais, coisa rara em shows de rock: reflexo, com toda a certeza dos mais de dez anos de tentativas, acertos e frustrações.
Experiência esta reconhecida por crítica e público - a banda alcançou a marca de mais de 7 mil downloads de seus EP´s e já rodou por vários países sulamericanos, além de preparar-se para a terceira turnê nos E.U.A. em março.
"O melhor e o mais alto possível" como os próprios definem sua maneira de tocar. "Uma mistura de rock com rock!", arrematam. Os uberlandenses gostaram e agradeceram da maneira que o MQN mais gosta: com litros e litros de cerveja arremessada em direção ao grupo, praxe em seus espetáculos. Mais visceral é difícil.
Um dos maiores problemas da casa, a aparelhagem de som, foi contornado pela presença de novos amplificadores (provavelmente alugados) e de um técnico de som bem-preparado e consciente da proposta musical apresentada. Em compensação, o aspecto negativo da noite centrou-se na fraca presença de expectadores, em decorrência talvez das férias acadêmicas e da concorrência de outras casas de espetáculos.
Confesso que o acontecido me faz imaginar o quanto a cena independente de Uberlândia é vinculada a um determinado perfil consumidor. Formular estratégias alternativas, ou expandir a proposta de produção e conscientização cultural para círculos mais distantes do meio universitário me parece ser cada vez mais razoável para a própria sobrevivência do coletivo.
“É extremamente necessário uma continuidade semi-exaustiva e um rígido comprometimento da cena no fortalecimento do coletivo. Não existe sorte , cara, e sim trabalho e mais trabalho.”, palavras de Fabrício Nobre, do MQN. Fortes, quer concorde-se ou não com as mesmas.
Posteriormente este que vos fala, em parceria indispensável com Victor Maciel - do blog Via Marginal e Robisson Albuquerque - o Sete, músico/escritor/apresentador, postará aqui, no sítio do GOMA, uma bate-papo na íntegra com o pessoal do Motherfish, Fabrício de Almeida Nobre - vocalista do MQN e atual presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (ABRAFIN) e um especial surpresa com o simpático e solícito Fred Pinheiro, guitarrista/vocalista do Acidogroove, de Uberaba.