A primeira realização desta nova fase da AMARELINHA vai acontecer nesta sexta-feira 09/05, que trará mais uma vez muita diversão e arte: show com o power trio instrumental MACACO BONG (lançando o cd Artista = Pedreiro), a volta do grupo de percussão Um Do La Si, performances com Lucas Laender, Ana Reis, Castor e Cássia Nuvens, mostra de vídeos e a hiper dançante e plugada discotecagem do Ricardim.
Macaco Bong é destaque dos principais festivais que fazem parte da rota do circuito Fora do Eixo. Este ano a banda já passou pelo Grito Rock Cuiabá(MT), Rec Beat( PE), Festival Fora do Eixo(SP) e Virada Cultural (SP) tocando ao lado de outros grandes nomes da cena independente atual. Além dos trabalhos junto à banda, os Bongs fazem parte do
Instituto Cultural Espaço Cubo onde são produtores musicais e co-realizadores de eventos e festivais, como o Calango, Grito Rock e Semana da Música, produções que impulsionam a cadeia produtiva, tanto local, quanto nacional dentro do circuito fora do eixo. Também são militantes da Volume (Voluntários da Música), entidade destinada para a qualificação de agentes direcionados no know-how na produção das ações cuiabanas.
09/05 sexta 1ª FESTA DA AMARELINHA no GOMA A República mais rock 'n' roll de Uberlândia invade o GOMA! MACACO BONG (MT) UM DO LA SI (UDI) DJ Ricardim (Porcas Borboletas) VJ Diaraque (WebTV GOMA e Novamidia) Performances: Lucas Laender, Ana Reis, Castor e Cássia Nuvens. 09-05 22h R$ 6,00
Os integrantes de grupo acreano Los Porongas se mostravam ansiosos para subir no palco do Goma ontem (04/05) minutos antes de seu show. “Da primeira vez que estivemos aqui no Jambolada, podíamos tocar apenas 30 minutos. Da segunda vez no Conexão Telemig (agora Vivo), nosso show foi interrompido por motivos externos. Agora vamos poder tocar pra valer!” dizia Diogo Soares . Some isso ao fato da empatia nata existente entre a sonoridade dos Porongas e o público uberlandense, fatos daqueles que só acontecem em verdadeiros “milagres artísticos”. Resultado: o que seria uma apresentação de pouco mais de 40 minutos, tornou-se a execução completa do disco homônimo dos rapazes, com direito a dois covers e público cantando as canções do início ao fim. Os Porongas foram simplesmente impedidos de abandonar o palco sem um bis e desde já realizaram um dos shows mais bacanas e emocionantes da história da casa. Emoção esta perceptível tanto por quem suava em cima do palco, quanto para quem dele os olhos não desgrudava. Cumplicidade de irmãos, quem sabe.
Enquanto uns dormem por Los Porongas no GOMA
Chamados de "Os novos heróis do Acre", escutar o disco Los Porongas, de 2007 é um exercício de deleite poético para os ouvidos e um choque n´a alma e no coração. Uma verdadeira aula de domínio poético e humildade intelectual que pouca vezes pôde-se presenciar . A acuidade na produção de suas letras e melodias, com suas assonâncias e encadeamentos, assustam mesmo aqueles que trabalham com música a muito tempo. Quem não escutou "Lego de palavras" ainda perdeu uma das faixas mais bem trabalhadas e escritas do ano que passou-se.
(Este que vos fala lembra perfeitamente da Jambolada 2007, nos seus poucos 30 minutos de show, sentiu naquele ambiente barulhento e movimentado, o silêncio preso da respiração da grande maioria dos espectadores, não raros com lágrimas brotando dos olhos.A sinceridade pungente e a paixão que aqueles rapazes demonstravam em cima do palco comoviam.)
Apontamentos estes que nos fazem pensar que o rock nacional passa por seu processo de descentralização ( e maturidade ) artística, a semelhança de outras formas, como a literatura (vide o fato que um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos é o amazonense Milton Hatoum e a redescoberta da crítica literária moderna da obra de Guimarães Rosa). Não é a toa que grande parte das melhores bandas do país atualmente (Charme Chulo, Vanguart, o próprio Los Porongas, dentre muitos exemplos) mesclarem, de maneira brilhante, o melhor produzido da estética musical mundial com elementos regionais, não os limitando, mas, pelo contrário expandindo-os a recepções consumidoras universalizantes, palatáveis a apreciação de qualquer humano, acima de barreiras estéticas, lingüísticas, culturais.
Não se enganem, leitores, ao acharem que o debate periferia x centro aqui levantado ( e já muito sedimentado) restringe-se unicamente a arte. Estamos falando sobre dinheiro. A verba destinada a cultura, em quase todos os estados e municípios brasileiros continua sendo encarada por nossos governantes como uma triste obrigação, não uma aspiração a criação de uma cena consolidada.
A formação de coletivos culturais, principalmente aos fora do eixo do sudeste, é uma tentativa de escape a asfixia cultural do qual o resto do país foi vítima em sua história. Anônimos que não esperam conscientização estatal ou privada trabalham diariamente, a passos de tartaruga, recebendo muito pouco ou praticamente nada monetariamente para dedicarem-se de maneira absurda neste processo de quebra de monopólio artístico. Não cabe a nós esperarmos a salvação cair do céu sobre nossas cabeças. Seguimos passo a passo, não tendo timão, mas procurando certamente uma direção maior.
Em tempo: Carol Freitas, vocalista do Filomedusa, também do Acre, revelou, em entrevista para a WebTV do Coletivo Goma (em breve no ar), que receava a recepção do público mineiro pois acreditava, segundo ela, que os nascidos nas Alterosas seriam exigentes artisticamente, respaldado pela sua história de produção cultural.
A vocês, acreanos, nosso profundo agradecimento pela doçura, respeito, humildade e simpatia. Exemplos como o de vocês, nos fazem acreditar que é possível começarmos este caminho novamente, quem sabe desta vez, observando acertos e corrigindo erros, de maneira mais madura e consciente.
Ao longo de sete anos de existência, a AMARELINHA sempre foi conhecida como a república mais rock'n roll de Uberlândia. Também pudera: passaram pela AMARELINHA o produtor Talles Lopes, o Porcas Ricardim, o Luthier Guarany Lavor (especialista também em pizza e churrasco de tubérculos), o percussionista Fabrício Penha, os videomakers Tássio Lopes e Marco Nagoa, o Pifarinha Vacão, o Raizeru Daniel Jesus, o hermano Hilário, além do Marcinho, a Fabiana, a Dona Maria, o Daniel Baiano, o João Paulo e tantos outros produtores e/ou consumidores de arte. Afinal, foram sete anos, período em que essa moçada recebeu visitas ilustres e bem barulhentas, como a galera do Macaco Bong e do Vanguart (MT), Mestre Ambrósio (PE), Hang The Super Star (GO), Grupo Pererecas (SP), Tambolelê (BH), Fábio Paschoal, filho do bruxo Hermeto Paschoal, Marku Ribas (BH) etc.
Da convivência na AMARELINHA surgiram bandas como o Dirauira, o Filhos Da Noite, o Um Do La Si, o SPG (Só Pra Ganhar) e o Porcas Borboletas – a banda indie mais rodada da cidade. Das festas da AMARELINHA brotaram a Jambolada – festival que pôs Uberlândia em destaque nacional, articulada com o Circuito Fora do Eixo – e o GOMA – casa que vem promovendo o que de melhor acontece na cena local.
Amizades se firmaram, casais se encontraram, outros se separaram, se rearranjaram – tudo nas festas da AMARELINHA. Sete anos de rock'n roll. Agora a galera da AMARELINHA está desterritorializada, disseminada na pós-moderna cena uberlandense.
Mas se não existe mais a república, rock and roll is forever. Está impregnado nos corações e mentes da nossa juventude. É por isso que agora a AMARELINHA não é mais uma república: é um agente cultural - Amarelinha Armação Cultural Ilimitada, que promete seguir promovendo eventos memoráveis como as dos últimos sete anos.
FOTO: Guarany, Danislau e Hélio Flanders em um churrasco de tubérculos na Amarelinha. Novembro ou dezembro de 2005. AUTOR: Fernanda Amaro
PROMOÇÃO LISTA AMIGA: Para ganhar desconto na entrada, poste este flyer em qualquer canto da internet (orkut, blog, fotolog, etc) e mande o link para o email: listagoma@gmail.com
Los Porongas (AC) em Uberaba e Uberlândia neste fim-de-semana. Foto: Edison Caetano
"Este fim-de-semana é, sem dúvida, de grande efervescência cultural em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Grandes eventos, parcerias importantes e avanços históricos das cenas das cidades se concretizam."
Domingo tem o bom e velho Arte na Praça (AnP), na Sérgio Pacheco. E pra comemorar os 30 anos de federalização da nossa Universidade de Uberlândia, a Diretoria de Culturas da UFU (DICULT/UFU) preparou uma festa especialíssima para este AnP.
Esta edição contará com shows de Chimpanzé Clube Trio (SP), Samba-Jazz Orquestra (UDI) e nada mais nada menos que Jair Rodrigues. Como se não bastasse, logo após os shows da praça, DICULT/UFU e GOMA Cultura em Movimento repetem a ação social do mês passado: "Conexão Arte na Praça - Leit's Dance!" O domingo fecha com chave de ouro, no GOMA, com shows de Los Porongas (AC) e Chimpanzé Clube Trio. A entrada é 1l de leite, a ser doado para a Fraternidade Assistencial Lucas Evangelista (Fale), entidade que abriga dezenas de portadores de HIV em Uberlândia e Brasília. Expediente: Victor Maciel - GOMA Comunicação
UDORA deu as caras para o mundo no Rock In Rio 2001, quando ainda se chamava Diesel. Após vencer um concurso disputadíssimo, a banda teve a honra de abrir o último dia do mega-festival, num show para mais de 200 mil pessoas!
Inevitavelmente, esta façanha deu visibilidade à banda que, pouco tempo depois, fez as malas e se mudou para os EUA. Por lá, a vida da banda foi a estrada. Foram mais de 150 shows, dividindo palcos com artistas de peso e o disco “Liberty Square” tendo excelente aceitação tanto do público quanto da crítica.
O nome do novo disco, “Goodbye Alô”, não é por acaso. Marca a despedida de terras gringas e o retorno ao país de origem. Co-produzido pelo Skank Henrique Portugal, o disco mostra a pegada rock ‘n’ roll do Udora equilibrado às boas novas da música brasileira.
Neste sábado, 3 de maio, Udora gruda no GOMA, pra lançar o DVD “Udora Ao Vivo” e mostrar ao público uberlandense o que a banda aprendeu nessa longa jornada até aqui!
Surgido em meados de 2003, o BRICK BED logo chamou a atenção. Compondo letras fortes, com som que em muito lembrava as bandas de Seattle do início da década de 1990, ali já se percebia que aquela não seria só mais uma despretensiosa banda de colégio.
Comprovando esta notoriedade, o trio formado por Luiz Paulo Pettersen (baixo), Vinícius Carlesso (voz/guitarra) e Alexi Borges (bateria) faturou, logo de cara, por dois anos consecutivos, o 1º lugar nos festivais realizados pelas escolas onde estudavam.
O reconhecimento estimulou a banda, que começou a pensar na gravação de um álbum, apesar das dificuldades de se conciliar estudos e uma banda. Mesmo assim, o trio continua firme, ainda mais nesta época tão propícia e de tanta visibilidade para a cena uberlandense, na qual, sem dúvida nenhuma, o Brick Bed merece atenção especial.
Neste sábado, 3 de maio, no GOMA, Brick Bed faz as honras da casa aos belorizontinos do Udora, em mais um show na promissora trajetória da banda.
GOMA Cultura em Movimento é um espaço destinado à apresentação, articulação e integração de projetos e iniciativas de diversas áreas artísticas.
Gerido por um coletivo de artistas, produtores e agentes de mídia independente articulados ao Circuito Fora do Eixo e ao Fora do Eixo Minas, o GOMA é um espaço para se repensar a cadeia produtiva da cultura, introduzindo uma lógica cooperativa e criativa, superando modelos marcados pela competição e pela repetição.